VÓS SOIS O SAL DA TERRA… (Mt 5,13-16) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.  

salSegundo Jesus, no Sermão da Montanha, nós somos o sal da terra. Será que já somos? Ele usou o verbo no Indicativo Presente… Parece que o Senhor deseja que nós recebamos esta definição antes como uma “promessa”, um lembrete daquilo que podemos vir a ser, caso nos deixemos transformar por sua Graça.
Hébert Roux, ao comentar esta passagem, afirma que Jesus “não pretende qualificar um estado natural pelo qual os discípulos se distinguiriam do comum dos mortais; no entanto, esta passagem traz à luz uma espécie de oposição entre aqueles aos quais Jesus se dirige e o meio em que eles estão mergulhados com um objetivo particular”.
Parece correto. Na vida prática, o sal se mistura aos alimentos e transforma o seu sabor. O sal existe para isso. Misturar-se, desaparecer na mistura, mas deixar a marca de sua presença. Do contrário, falharia em sua missão.
Hébert Roux prossegue: “Ao fazer a seus discípulos semelhantes declarações, Jesus entende designá-los para uma missão particular e dar-lhes uma ordem. Vê-se aí essencialmente a expressão de um programa, o enunciado da verdadeira vocação cristã. E a exigência de Jesus é acompanhada até de uma ameaça e uma advertência: o sal corre o risco de perder o seu sabor e, desde então, não serve para mais nada, falha em sua finalidade, sua verdadeira destinação”.
Claro que, por nós mesmos, não temos a capacidade de ser o sal que dá sabor, nem a luz que ilumina as trevas da humanidade. A única saída está em acolher uma vida que nos vem do próprio Cristo.
E se o Senhor nos dá esta ordem, fica implícito que ele nos faz uma promessa. Afinal, trata-se do mesmo Mestre que nos garantiu a vinda do Espírito Santo (cf. Jo 14,26), o mesmo Senhor que afirmou estar conosco até a consumação dos séculos (cf. Mt 28,20).
Isto posto, cai por terra a cômoda possibilidade de alegar que não sou capaz, que sou humano como os outros, que sou igualmente pecador. É que não se trata de um programa para anjos transparentes, nem para titãs e super-heróis, mas para os fiéis que receberam no Batismo o Espírito Santo, que ilumina e vivifica.

Orai sem cessar: “E à tua luz nós vemos a luz!” (Sl 36,10)

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