A PAZ SERIA COMO UM RIO… (Is 48,17-19) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

palavraEsta passagem do profeta Isaías traz uma lamentação do próprio Deus ao ver que Israel, seu povo de predileção, desperdiça as oportunidades de chegar à paz e à felicidade: “Quem dera tivesses levado a sério as minhas ordens!”
Partimos do princípio de que Deus é bom, inacessível ao mal, inteiramente dedicado a promover o nosso bem. Assim sendo, aquilo que poderia ser visto como simples proibição da parte dele, é, na verdade, um gesto de amor. Por exemplo, o 5º mandamento: “Não matarás!” E aquilo que poderia ser tomado como mero conselho, é, no fundo, um itinerário de paz. Por exemplo, o 4º mandamento: “Honra teu pai e tua mãe!”
Quando um filho se sente amado, ele se esforça por ser obediente, pois entende que sua atitude é uma resposta amorosa ao amor recebido. Se, ao contrário, não experimenta o amor dos pais, facilmente assumirá uma atitude de rebeldia, vendo nas ordens, conselhos ou admoestações dos pais uma espécie de escravidão.
A história de Israel, no Antigo Testamento, é a narrativa de um povo que foi objeto de todas as preferências divinas e, apesar disso, foi repetindo ao longo do tempo uma série de desvios e quebras da Aliança, incluindo a busca de autodeterminação, a idolatria e a corrupção dos costumes.
Daí o lamento de Deus, pela boca de Isaías, ao mostrar todos os dons desperdiçados pela desobediência: uma paz sem limites, a descendência numerosa, filhos incontáveis como grãos de areia.
Não seria o caso de aplicar a experiência de Israel à nossa própria sociedade, que abre mão dos valores do Evangelho para idolatrar o dinheiro e o lucro, o poder e o sucesso? E, em consequência, vê os pobres explorados, os fracos marginalizados, as crianças transformadas em mão de obra semiescrava?
Ou, quem sabe, aplicá-la à nossa experiência pessoal, quando deixamos que nossa mente fosse “catequizada” pelos valores do mundo pagão? Não foi assim que passamos a zombar da virgindade? Não foi assim que começamos a rir dos honestos? Não foi assim que adotamos os métodos e procedimentos “pragmáticos” e utilitaristas, segundo os quais os meios justificam os fins e “é preciso levar vantagem em tudo”, certo?
Quando o Evangelho fala de “conversão”, sugere que voltemos a Deus…

Orai sem cessar: “Quem ama tua lei, Senhor, tem muita paz.” (Sl 119,165)

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