TUDO SERÁ DESTRUÍDO! (Lc 21,5-19) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

temploNeste Evangelho, nós somos colocados diante de uma daquelas passagens apocalípticas que costumam assustar muitos ouvintes. Face à admiração humana diante de obras grandiosas, como o Templo de Jerusalém, Jesus sentencia: “Não ficará pedra sobre pedra!”

Refletir sobre esta verdade ajuda a redimensionar nossa vida e nosso trabalho, ao percebermos a sua relatividade e sua total efemeridade. Tudo aqui é provisório. O definitivo só virá depois…

Assim comenta André Louf, em sua reflexão sobre este Evangelho: “O mesmo acontece com tudo o que construímos aqui em baixo, para Jesus e para seu Reino, com todos os nossos compromissos e nossas atividades, que passam necessariamente através dos sinais, ambíguos e provisórios, de nosso mundo presente, cuja figura passará um dia. Hoje estes engajamentos são necessários, mas não durarão para sempre. Na verdade, estão destinados ao fracasso final, diante do qual a única coisa a sobreviver será aquilo que a Palavra de Deus garante durar para sempre: o Amor que eles tornaram possível.”

Então, não vale a pena tanto esforço para erguer edifícios e urbanizar cidades, represar os rios e trabalhar os campos? – pergunta o fiel. Tanto esforço, tanto trabalho, tanto suor, tudo será inútil?

André Louf prossegue: “Mesmo o Templo de Jerusalém, mesmo nossas catedrais e igrejas, das quais necessitamos hoje para alojar nossa sede de Deus, virão dias em que delas não restará pedra sobre pedra, tudo será destruído. Mas tudo será transformado em morada espiritual, nos céus, graças ao amor que nelas terá habitado, aqui em baixo”.

Será tão difícil compreender que o céu – lá de cima – é construído com o amor diligente – aqui de baixo? Será impossível entender que não conta o resultado prático de nosso trabalho, mas a intensidade do amor que nele foi injetado?

Louf completa: “Um dos sinais de Jesus, ao qual nos afeiçoamos acima de todos, o sinal de que ele quis necessitar para nos mostrar seu amor até o fim, é a Eucaristia. Enquanto sinal do pão e do vinho partilhados, a Eucaristia é um sacramento provisório, mas sua realidade dura para sempre: o amor que é mais forte do que a morte, o amor que nenhum outro sinal saberia igualar: o amor de Jesus, que dá sua vida por aqueles que ele ama”.

Não admira que o apóstolo clamasse: as profecias desaparecerão… as línguas cessarão… a ciência vai passar… só o amor jamais acabará… (1Cor 13,8)

Orai sem cessar: “As águas da torrente jamais poderão apagar o amor!” (Ct 8,7)

 

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