VOLTARAM ALEGRES… (Lc 10,17-24) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança

jesusEram setenta e dois. Tinham saído em duplas para a missão que o Mestre lhes confiara: anunciar a paz e a proximidade do Reino de Deus (cf. Lc 10,5.9). Devem ter experimentado situações bem diversas: a boa acolhida dos corações generosos, mas também a surda aversão dos corações petrificados. Apesar de tudo, voltaram alegres…
Com certeza, terão curados os doentes em nome de Jesus. Terão libertado os possessos no mesmo poder. Por outro lado, hão de ter passado fome ou sede, noites mal dormidas, enfrentando caminhos ásperos e vento contrário. Mas voltaram alegres…
Todo cristão que assumiu uma missão em nome de Jesus já experimentou situações semelhantes. Isto inclui os pais que educam os filhos no caminho do bem. Inclui os educadores que orientam os jovens nos caminhos tortuosos do mundo pagão. Inclui os profissionais que procuram fazer o bem na contramão do utilitarismo reinante. Também eles hão de voltar alegres…
Jesus, porém, faz uma observação aos missionários que regressam: não se alegrem tanto por terem vencido o mal – “Eu vi Satanás cair do céu”, diz Jesus -, mas o motivo profundo de sua alegria deve ser o fato de que os nomes deles foram escritos no céu. Sua participação na missão de Jesus produziu uma gravação indelével no coração de Deus.
Nosso mundo é bem triste. Quem contempla a multidão que passa pelas avenidas de nossas cidades registra essa tristeza nos lábios contraídos, nos olhares perdidos, nos semblantes vazios. É esta mesma multidão que busca em vão a alegria em um copo de cerveja, em um churrasco de fim de semana, nas tribos do campo de futebol. E todo Carnaval acaba em cinzas…
Ao contrário, aquele que ouviu o chamado de Cristo e assumiu sua missão de transmitir a paz e aproximar as pessoas de Deus, sabe qual é a fonte da alegria. Não a alegria muscular, epidérmica, dos movimentos de massa. Não a agitação hipnótica de um show de rock, mas a alegria profunda, irmã da paz, sinônima de “letícia”, que brota da certeza de ter cumprido a vontade de Deus e ter realizado aquilo que corresponde à sua verdade interior.
Ao fim da missão, pés feridos e empoeirados, cada enviado pode dizer a si mesmo: “Agora, eu sei quem sou…”

Orai sem cessar: “Servi ao Senhor com alegria!” (Sl 100,2)

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