AUMENTA A NOSSA FÉ! (Lc 17,5-10) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

salvoAqui e ali, nos Evangelhos, alguém percebe que sua fé não parece à altura dos desafios da vida. Desta vez, porém, não se trata de uma queixa ou de um pedido individual: é o grupo dos apóstolos que pede ao Mestre um acréscimo em sua fé.
Como observa François Trévedy, é uma solicitação solene, pois tem caráter coletivo, colegial e apostólico. É como se a própria Igreja experimentasse a necessidade de crescer na fé. Ao contrário do que alguns pensam, a própria Igreja é mendiga na fé, e não sua proprietária. Daí o seu apoio sempre renovado no exemplo dos mártires, aqueles que testemunharam Jesus Cristo e assinaram o ato de fé com o próprio sangue,
Teria a fé algum “tamanho”? Pode ser medida? Trevédy entende que sim. “No Evangelho – diz ele – a fé aparece decididamente como uma realidade mensurável, sem dúvida a única que Jesus aprecia medir. Assim, enquanto ele se maravilha da fé do centurião (Mt 8,10) e declara à Cananeia: ‘Ó mulher, é grande a tua fé!’ (Mt 15,28), ele qualifica como homem de pouca fé (Mt 14,31) a Pedro, aterrorizado por andar sobre o mar, e reprova seus companheiros a caminho de Emaús por serem lentos na fé (Lc 24,25).”
Devíamos também ficar estupefatos ao ler que o próprio Jesus se mostra impedido de fazer milagres ali onde falta a fé (cf. Mc 6,5-6). Isto deve explicar a ausência de milagres em nossa vida… Falta-nos a fé.
Claro, a fé é um dom de Deus, não é uma conquista do intelecto. Mas devemos pedi-la. E, a seguir, exercitá-la. Para François Trevédy, monge beneditino, nós recebemos de Deus a fé como uma semente que deve crescer. “A fé é essencialmente seminal, germinal, subversiva, explosiva; em uma palavra, ela é pascal. Ela opera deslocamentos, sendo bem entendido que a primeira árvore que ela desenraiza (cf. Lc 17,6), como a primeira montanha que ela transporta, somos nós mesmos.”
Sem a fé, seremos resumidos a pequenos vermes do planeta. Os desafios da vida necessariamente nos esmagarão. Acabaremos como joguete dos tiranos. Ao contrário, se a fé nos sustenta, poderemos desempenhar nossa vocação original de colaboradores de Deus. É pela fé – e nunca sem ela! – que deixaremos marcas definitivas na sociedade e na cultura, na economia e na política, edificando um Reino para Deus.

Orai sem cessar: “Espera no Senhor, que ele vai agir!” (Sl 37,5)

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