COMPLETOU-SE O TEMPO! (Mc 1,14-20) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

jesus2Vivemos no tempo. Somos seres “históricos”, ainda que vocacionados ao eterno. Foi-nos dado um começo. Chegaremos sem dúvida a um final. Entre os dois extremos, uma duração: é nesta duração que somos chamados a cumprir uma tarefa essencial: nosso encontro definitivo com Deus.
Esta condição “histórica” é a marca registrada dos seres humanos: efêmeros, sim, mais frágeis que a erva que brotou nos telhados (cf. Sl 129,6), mas dotados de um potencial de eternidade que deriva de nossa comunhão com a vida divina. Quem dela participa, não morrerá para sempre (cf. Jo 11,26). Daí a importância da fé que leva à inadiável conversão e mudança de vida.
Comentando a liturgia deste Domingo, o teólogo Hans Urs Von Balthasar afirma que o tema dos três textos é a urgência da conversão; não há mais tempo para outra coisa.
“O Evangelho mostra as consequências do tempo que Jesus proclama ‘cumprido’. Com este cumprimento, o Reino de Deus se encontra no limiar do tempo terrestre, e torna-se também importante consagrar-se a este começo infalível com toda a sua existência. Não fazemos isto espontaneamente: somos chamados e equipados por Deus.
Aqui, quatro discípulos são chamados por Jesus a deixarem a sua atividade profana – e eles obedecem a este chamado sem vacilar – a fim de serem equipados para sua vocação no Reino de Deus: eles serão pescadores de homens: pescar, eles podem…
Estas são vocações exemplares e não podemos, propriamente, falar de exceções. Também cristãos que permanecem em sua profissão secular foram chamados ao serviço do Reino que Jesus anuncia. Para seguir a este chamado, eles têm necessidade exatamente da indiferença de que Paulo falou na segunda leitura.
Assim como os filhos de Zebedeu deixam seu pai e os operários para seguirem a Jesus, assim também o cristão que permanece no mundo deve deixar muito daquilo que lhe parecia indispensável, se quiser seguir seriamente a Jesus.
‘Quem pôs a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus. (Lc 9,62.)
Ainda temos tempo. Não sabemos quanto. Mas como é precioso este tempo que nos foi dado para o exercício do amor! Tempo valioso demais para ser desperdiçado em pequenas brincadeiras, suaves diversões.
De todo modo, não deixa de ser consolador o registro evangélico sobre o ladrão crucificado ao lado de Jesus (cf. Lc 23,40-42). Tudo indica que Dimas vinha desperdiçando seu tempo de vida. Mas ele ainda teve tempo. Ao apagar das luzes, viu a Luz…

Orai sem cessar: “Lembra-te de mim, Jesus, quando vieres como rei!” (Lc 23,42a)

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