VIEMOS ADORÁ-LO… (Mt 2,1-12) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

ADORARA solenidade litúrgica de hoje se chama “epifania”, palavra formado do verbo grego “phaino” [fazer brilhar, fazer aparecer] e do prefixo “epi” [por cima, sobre]. Isto é, aquilo que até então não se via, agora aparece visível os olhos dos homens. O mistério foi elucidado por iniciativa e graça de Deus.
E o que é que se vê? Uma criança na palha, sobre a manjedoura, adorada pelos magos do Oriente. Todos os povos – inclusive os “de fora”, os que não eram povo de Deus – se apresentam para adorar o Verbo feito carne.
Isto deveria causar admiração? São Bernardo de Claraval entende que sim:
“Que fazeis, ó magos, que fazeis? Vós adorais um recém-nascido que mama, em uma choupana vulgar, em panos vulgares! Seria ele Deus? Mas ‘Deus reside em seu templo santo; o Senhor tem seu trono nos céus!’ (Sl 11,4) E vós o buscais em um estábulo vulgar, no seio da mãe! Que fazeis? Que ouro é este que lhe ofereceis? Seria ele um rei? Mas onde está sua corte real? Onde está seu trono? Onde a multidão de seus cortesãos? Um estábulo seria um palácio? A manjedoura será um trono? Maria e José são a turba dos cortesãos? Como foi que os sábios se tornaram loucos, a ponto de adorarem uma criança desprezível, tanto por sua idade quanto pela pobreza dos seus?”
Esta seria a visão do mundo… Talvez ainda seja, quando torcem a cara para o Deus encarnado que em tudo se fez pequeno, humilde, marginalizado. O mundo prefere os superstars, os famosos, os poderosos, os que sobem ao pódio. Para os gregos de hoje (cf. 1Cor 1,23) o Filho de Deus permanece uma loucura…
São Bernardo prossegue: “De fato, eles se tornaram loucos! E assim se fizeram para se tornarem sábios! O Espírito lhes ensinou previamente aquilo que mais tarde o apóstolo proclamou: ‘Aquele que deseja ser sábio, torne-se louco para ser sábio. Como o mundo, com toda a sua sabedoria, não pôde reconhecer a Deus em sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação’ (1Cor 1,21)”.
Para os magos o estábulo não é sórdido, diz o Doutor Melífluo. As vestes pobres não o ofuscam. Um lactente não os choca. Eles se prosternam. Rendem-lhe homenagem como a um rei. Adoram-no como um Deus. “Seguramente, Aquele que os conduziu ali é o mesmo que os instruiu. E Aquele que os guiou do exterior pela estrela é o mesmo que os ensinou no segredo de seu coração.”
As trevas do mundo exigem lâmpadas noturnas, placas de neon, luzes cintilantes. Mas o mundo permanece na sombra. Só uma comunidade de adoradores poderá recuperar para o planeta sombrio a verdadeira Luz que se manifestou no Natal. Adoremos, pois…

Orai sem cessar: “Vinde, prostrados adoremos o Senhor que nos criou!” (Sl 95,)

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