OS HOMENS FESTEJAVAM… (Lc 17,26-37) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

tempoTudo vai bem? Então, vamos festejar! Mesa farta, vinhos finos, boa música. Novelas, campeonatos, entertainment… No tempo de Noé, o dilúvio afogou a festa. No tempo de Ló, o fogo do céu assou os convivas. Seria hoje diferente?
Ouçamos a homilia de São João Crisóstomo…
“Quanto mais o rei se aproxima, mais é preciso preparar-se. Quanto mais próximo o momento em que será entregue o prêmio ao combatente, melhor é preciso combater. Assim fazemos nas corridas: quando vem o final da prova e nos aproximamos da chegada, estimula-se ainda mais a fuga dos corredores. Por isso é que Paulo diz: ‘Agora a salvação está mais próxima de nós do que quando abraçamos a fé. A noite vai avançada, o dia está bem próximo’. (Rm 3,11-12).”
Crisóstomo prossegue: “Já que a noite se desfaz e o dia aparece, façamos as obras do dia; deixemos as obras das trevas. É assim que fazemos nesta vida: quando vemos que a noite cede o passo à aurora e ouvimos cantar a andorinha, nós nos despertamos mutuamente, mesmo que ainda seja noite. Quando esta se dissipa, mais nos apressamos: ‘Eis o dia!’ E nos dedicamos às tarefas do dia; vestimo-nos depois de ser arrancados do sono para que o sol nos encontre prontos. […]
Mas ainda não é tudo! Indo ainda mais fundo, como não ser tomado por um arrepio sagrado? Paulo nos dá como manto o próprio Rei. Quem está envolvido por ele possui todas as virtudes. E quando Paulo diz: ‘Revesti-vos do Senhor Jesus’ (Rm 13,14), ele recomenda nos envolver por completo.
No mesmo sentido, ele diz em outro lugar: ‘Se Cristo está em vós’ (Rm 8,10) e, ainda, ‘Cristo habita em nosso homem interior’ (Ef 3,17). É que ele quer ter sua morada em nossa alma e se revestir de nós como de uma vestimenta, de modo que ele seja tudo em nós, tanto dentro como fora.
De fato, não é ele a nossa plenitude? Ele é nosso Caminho, nosso Esposo. Ele é nossa Fonte, nossa Bebida, nosso Alimento, nossa Vida. Ele é o Apóstolo, o Doutor, nosso Pai, nosso Irmão, nosso Coerdeiro! Que bem não deseja ele em nós, desde que a nós ele se une, apega-se a nós de todas as maneiras? Não é a prova de seu amor?”
Nunca será demais recordar: estamos a fim de con-versão? Ou de di-versão? Como nos achará o Senhor no dia de sua Vinda: di-vertidos ou con-vertidos? Só o tempo o dirá. E o tempo, você sabe… o tempo passa…

Orai sem cessar: “Ficarei de pé na torre de vigia…” (Hab 2,1)

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