NINGUÉM NOS CONTRATOU… (Mt 20,1-16a) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

van-gogh-red-vineyard-640Sim, o foco desta parábola está no fato de que a justiça de Deus vai muito além da justiça humana, de seu aspecto retributivo, de nossas isonomias salariais. Trata-se, antes, de uma Justiça maiúscula que brota do amor, explode em misericórdia e detona com nossos conceitos racionais. Deus dá a quem quer aquilo que ele quer… Um Deus que tem, sim, o direito de distribuir seus bens como ele bem quiser.
Devo, porém, ressaltar um aspecto menor, ainda que importante. Refiro-me à queixa dos homens parados na praça, enquanto a colheita urge: “Ninguém nos contratou”
Como interpretá-la? Preguiça simplesmente? Desinteresse? Incapacidade humana? Creio que não. Prefiro pensar em desinformação. Explico-me…
Neste planeta habitado por bilhões de homens e mulheres, a maior parte da população ainda não foi informada a respeito da existência de uma vinha madura, de uma seara a ser colhida para que os frutos não se percam. Ouço, no fundo, as palavras do próprio Jesus: “Levantai os olhos e vede os campos, como estão dourados, prontos para a colheita! Aquele que colhe já recebe o salário; ele ajunta frutos para a vida eterna. Assim o que semeia se alegra junto o que colhe”. (Jo 4,35b-36)
Para isto existe a evangelização: convidar os desocupados da praça a fazerem parte do mutirão que edifica um Reino para Deus. O evangelizador gasta seu tempo arrebanhando operários para a vinha do Senhor. Sua alegria está em conseguir novos operários que irão colher a semente por ele distribuída com fartura.
Claro, isto gera a profunda alegria espiritual que não se encontra em nenhuma outra atividade humana. Alegra-se o que convida, alegram-se os convidados: “Felizes os convidados para a vinha do Senhor” – adaptando a frase de Apocalipse 19,9.
Não pretendo culpar ninguém, apenas aponto para uma evidência: são muitos os cristãos que não despertaram para a missão de arrebanhar os operários desejados pelo Senhor da vinha. É como se não fosse com eles… Como se não devessem propagar as sementes da Palavra que neles foram depositadas.
E enquanto não anunciarmos que todos são convidados e convocados, continuarão repetindo a mesma queixa: “Ninguém nos contratou…”

Orai sem cessar: “Enviai, Senhor, operários para a vossa messe!”

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