TINHAM SIDO CURADAS… (Lc 8,1-3) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

imagescasx80y2Sim, algumas dessas mulheres tinham sido curadas de males físicos, outras foram libertadas da opressão dos demônios, como Maria de Mágdala. E, depois de terem experimentado o amor que curava, já não podiam voltar a uma vida banal. Por isso mesmo, curadas e agradecidas, seguiam a Jesus para servi-lo com suas posses e suas atenções.
Ainda hoje, surgem pessoas que, após uma experiência de Deus, dedicam-se de corpo e alma à construção do Reino de Deus. De modo geral, são mal vistas, recebem críticas, acusadas de fanatismo e beatice. É que o comportamento delas nos ameaça, denuncia nossa “normalidade” morna. Seu amor nos parece excessivo e injustificável. A razão sem afeto não pode entender…
Como entender a guinada de Charles de Foucauld, que troca as noites de Paris pelo silêncio do deserto de Tamanrasset? Como entender a ruptura de Teresa, que deixa o ninho seguro do colégio de ricos para mergulhar nas sórdidas favelas de Calcutá? Como seguir o exemplo do Padre Damião, que atravessa o Pacífico para abraçar os leprosos da Ilha de Molokai? E a loucura do Dr. Schweitzer, deixando a Bélgica civilizada pelos nativos do Congo?
Se buscarmos bem no fundo, encontraremos uma história de amor. Uma grande paixão. Em um dado momento de sua vida, as feridas de seu coração foram tocadas pela mão amorosa de Deus. E em lugar de cicatriz, brotou outra ferida ainda mais profunda: a sede de amar e responder amando ao amor que haviam recebido.
Seria uma pena se gastássemos toda a nossa vida com pequenos amores. Pequenos apegos. Minúsculos afetos. É que Deus nos chama a experimentar um amor profundo, uma paixão que arrebata. Mesmo sem os arroubos místicos de uma Teresa de Ávila transfixada, sem os ardores de Margarida Maria Alacoque, todos podemos experimentar um amor-que-move. Um amor que faz mover os pés e nos põe no caminho do Outro.
Se não me engano, é por isso que Deus permite nossas enfermidades. Nelas, temos a oportunidade de conhecer Aquele que cura. Uma vez curados, brotará em nós o impulso de semear as mesmas sementes de amor que caíram em nosso coração.
Assim, quem sabe, seguiremos a Jesus…

Orai sem cessar: “Deus fere e cuida; se golpeia, sua mão cura.” (Jó 5,18)

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