SE TEU IRMÃO PECAR… (Mt 18,15-20) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

paiSomos todos pecadores, sujeitos ao erro e a desvios de todo tipo. Como reagirá a Igreja? Ficará indiferente? Convocará um tribunal? Pagará pecado com pecado? Ouçamos o ensinamento de Hans Urs von Balthasar, um dos teólogos mais destacados do Séc. XX.
“Os textos desta celebração dominical são absolutamente decisivos para a figura da Igreja, tal como Deus a quis. No centro, encontra-se a exortação mútua no amor. A isto todo cristão é convidado e obrigado, pois somos membros de um só corpo e não é indiferente para o organismo inteiro que um membro prejudique a si mesmo e, por aí, a vida do conjunto.
A exortação e, se necessário, a indicação do bom caminho só podem acontecer – naturalmente, conforme o Evangelho – como uma retomada da revelação de Deus por Ele-mesmo e da ordem eclesial fundada por Cristo. Ao mesmo tempo, aquele que exorta deve ter a humildade, fazendo abstração de si mesmo, de orientar para a graça objetiva de Deus e a exigência que ela comporta.
Na segunda leitura de hoje (Rm 13,8-10), Paulo transfere inteiramente esta exigência para o amor cristão, que integra em si todos os mandamentos particulares e, assim, cumpre a Lei, a ordem de Deus.
Pode ser que aquele que peca replique com sua concepção de amor e será preciso, então, mostrar-lhe que esta é estreita demais, unilateral demais para ser o cumprimento pensado por Deus a respeito de todos os mandamentos.”
Von Balthasar observa que existe em todo o Novo Testamento uma linha de fronteira indicada por Deus, além da qual o pecador que se mantém à distância já não pode mais considerar-se como pertencente à Igreja de Deus. Assim, não é a Igreja que o exclui de sua comunhão, mas ele mesmo faz sua excomunhão.
“A Igreja – assevera Von Balthasar – deve levar este fato ao conhecimento dos outros e querer sancionar o pecador para que os outros o compreendam. E se já era assim na Primeira Aliança, igualmente deve ser – e em uma medida mais elevada – na Nova Aliança, onde a pertença à comunidade eclesial de Cristo é ainda mais pessoal, mais responsável, mais colorida.”
Não esquecer as palavras finais deste Evangelho: a oração da comunidade é onipotente: pode salvar os irmãos que pecam…

Orai sem cessar: “Por amor a meus irmãos, direi: ‘Paz para ti!’” (Sl 122,8)

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s