DOIS OU TRÊS EM MEU NOME… (Mt 18,15-20) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

mãosEsta é uma frase de Jesus que não se leva muito a sério: a oração em comum, erguendo a Deus um pedido que brota de corações unidos, será atendida sem condições. E a razão dessa certeza, diz Jesus, é que “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles”. (Mt 18,20)
Terá sido a oração comum que sustentou a Polônia sob duas invasões da barbárie nazista e comunista? Seria a oração das famílias reunidas que deu forças a centenas de sacerdotes martirizados pelo regime maçônico do México, nos anos 30? Será a oração das comunidades que gera uma nova floração de vocações consagradas nas Filipinas do Séc. XXI?
Parece que a oração caiu em descrédito. E não me refiro à queixazinha da mãe que reclama: “Há dois anos que rezo para meu filho passar no vestibular, e não recebo a graça. Parei de rezar…”
Penso em algo bem maior. Contemplo o cenário nacional – com sua múltipla crise que estende tentáculos a todos os quadrantes: crise social, crise econômica, crise moral. E vejo que nossa reação tem-se limitado a queixas e acusações, marchas e passeatas, greves e depredações, piadinhas nas redes sociais…
Mas não percebo uma “reação” com base na fé, que apele ao poder divino para a transformação e regeneração de seu povo. Na prática, já eliminamos a hipótese de uma intervenção de Deus em nossa História. Aposentamos Deus, considerado inútil e impassível diante de nosso drama existencial.
Exagero? Creio que não. São bem poucas as famílias que ainda rezam e atraem com fervor o olhar de Deus sobre nossa realidade. Pior: gente da própria Igreja prefere rotular nossas preces como “alienação”, como se rezar fosse uma fuga do real, e não uma potencialização de nossas ações humanas!
Se acolhêssemos esta Boa Notícia: “estou no meio de vocês quando rezam unidos”, há muito teríamos inaugurado um novo tempo da humanidade. Deixando Deus de lado, preferimos erguer bandeiras, maldizer o sistema e arremessar coquetéis Molotov. Incapazes de aceitar a Paz como um dom, fabricamos a guerra…
Algo me diz que há muito tempo deixamos de crer em Deus. Se ainda crêssemos, estaríamos de joelhos…

Orai sem cessar: “O Senhor abençoará seu povo com a Paz!” (Sl 29,11)

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