QUEM DIZEIS QUE EU SOU? (Mt 16,13-19) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

pedroNossa vida é feita de contatos, encontros, amizades. Mas também de choques, desencontros, antipatias. Daí o risco permanente de passar por alguém e não reconhecer o tesouro oculto no outro, não identificar a pessoa real que cruzava nosso caminho.
No caso de Jesus Cristo, essa identificação constitui o ponto de partida de uma transfiguração de nosso ser pessoal. Pessoa humano-divina, Jesus nos proporciona um salto de qualidade impossível de realizar de outra forma. Se o encontras e identificas, jamais serás o mesmo…
Neste Evangelho, estão registradas várias falsas visões de Jesus ainda no seu tempo: um dos antigos profetas, o Elias arrebatado ao céu, João Batista talvez de volta do mundo dos mortos. No entanto, era bem vivo Aquele que fez a segunda pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?”
Simone de Diétrich comenta: “Jesus dá a Simão um nome novo: ‘kepha’, que significa ‘rocha’. Este nome contém uma promessa: Simão, o discípulo flutuante, impulsivo, será doravante, pela graça de Deus, a ‘rocha’ sobre a qual Deus edificará a nova comunidade. Nós cremos que aqui se trata, sim, da pessoa de Pedro, e não somente sua fé. Bem entendido, é na qualidade de confessor da fé que Pedro é chamado a desempenhar este papel”.
E prossegue: “Dando-lhe as chaves do Reino, Jesus concede a Pedro – e por ele à Igreja – abrir esse Reino àqueles que receberão sua palavra. Esta palavra tem o poder de desatar os homens dos laços do pecado e da morte”.
O velho pescador escolhido e chamado por Jesus era um homem sem grandes predicados, sem dotes que o destacassem de seu meio social. No entanto, após identificar com acerto a pessoa do Filho de Deus, Pedro vê-se projetado a altitudes jamais antes sonhadas. O galileu fala às nações, o covarde dá testemunho pelo martírio, o caniço flexível torna-se tronco imbatível.
A História da Igreja apenas repetirá o mesmo padrão: gente comum, sem nenhum brilho nas academias do mundo, egressa de famílias e grupos dos mais humildes, após o encontro com Jesus superam os limites da carne e tornam-se notáveis luminares de seu tempo.
Em cada Evangelho, em cada celebração, em cada vigília noturna, Jesus Cristo se põe à minha frente e repete a pergunta: “Quem dizes que eu sou?”
Que o Espírito de Deus me inspire a resposta certa…

Orai sem cessar: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20,28)

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