TANTO DEUS AMOU… (Jo 3,16-18) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

2257_he_qi_the_risen_christÉ na escuridão da noite que Jesus acende um facho luminoso no coração de Nicodemos. Este já ultrapassou a fase das perguntas e apenas escuta. Vai receber a suprema revelação do amor de Deus pelos homens: um amor que chegou ao ponto extremo de “entregar” seu Unigênito ao mundo…

Comenta Claude Rault: “Jesus nos faz entrar em sua intimidade com Deus Pai e nos revela que Deus Pai tudo doou por amor. Nosso Deus não é um Deus que toma. Ele é um Deus que doa. Que se doa através de Jesus”.
Quem ainda não fez esta descoberta continuará tentando “comprar” de Deus migalhas de um amor que ele mesmo faz questão de distribuir grátis, por graça. Insistirá em lançar “iscas” para atrair a condescendência divina. E permanecerá vivendo uma religião de escravo e patrão, em vez de uma relação de filho e Pai.
Se o próprio Filho se despoja voluntariamente para assumir nossa carne, é para quebrar em definitivo a última barreira que mantivesse à distância o amor do Pai. Homem entre humanos, Jesus se faz ponte, contato, carne de nossa carne.
Reflete Jean d’Ormesson: “O golpe de gênio do cristianismo, o que o distingue de todas as outras religiões, é a Encarnação. Deus se faz homem. O Filho do Homem é Deus e, de certa maneira, o homem torna-se Deus… Deus não pode ser conhecido, mas Jesus pode ser amado. O saber impossível mudou-se em amor”.
Quando as múltiplas expressões do mal ou os desastres naturais agridem homens e mulheres, sempre surge alguém para perguntar por que Deus permite tanto sofrimento. E não percebem que Deus se fez frágil e sofre conosco, em nossa própria carne, desde a cruz do Calvário. Após a Encarnação, nada de humano é estranho a Deus.
Marthe Robin fez essa descoberta: “Depois de anos de angústias, de pecado, de profundos desânimos, depois de tantas provações psíquicas e morais, eu ousei, eu escolhi como Senhor, como modelo único e perfeito, o Cristo Jesus, Ele, o Verbo encarnado, o Cordeiro Salvador do mundo. […] Antes desse dia, eu não sabia o que era a comunhão espiritual, mas nesse dia abençoado tive o conhecimento dessa imensa e infinita doçura: o coração de Jesus palpitou em meu coração”.

Orai sem cessar: “Deus é amor.” (1Jo 4,8)

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