UM COPO D’ÁGUA… (Mc 9,38-40) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

sede  Conhecemos muito bem a “filosofia” dos noticiários. Ela revela sem pejo a mentalidade dominante. Considera-se como notícia o excepcional, o grandioso, o descomunal. Já um pequeno incêndio não será notícia. Um arranhão no carro não dá manchete. Um simples tapa na cara não aparece na telinha….
Deus não é assim. Deus é simples. Valoriza os pequenos gestos. O humilde serviço do porteiro tem, para Deus, valor de eternidade. É que Deus não vê apenas o gesto, mas a intenção profunda. Daí, a imagem do copo d’água…
Assim, “não ficará sem recompensa” um simples copo d’água que foi oferecido ao evangelizador “por ser meu discípulo” (cf. Mt 10,42) – diz Jesus. É desta forma que Jesus se identifica com os “pequeninos”, os excluídos deste mundo. Dentro desta mesma ótica, Madre Teresa de Calcutá mandou escrever na parede, sobre a cabeceira dos enfermos, em seus hospitais: “Christ’s body” [corpo de Cristo], considerando na pessoa do doente a mesma “Presença” de Cristo na Eucaristia.
Pensando bem, como nós temos desperdiçado as oportunidades de servir a Deus na pessoa de nossos irmãos mais sofridos! Exatamente aqueles que considerávamos como “trabalhosos” e “cansativos”, estranhos ou decaídos, ali mesmo ocultava-se a nossa chance de agradar a Deus com pequenos gestos de amor e de serviço fraterno.
Pensando ainda melhor, foi esse mesmo anseio íntimo de agradar a Deus que inspirou tantos fundadores a iniciarem aquelas obras que seriam, mais tarde, as Ordens e Congregações da Igreja. Libertar os cativos (Mercedários), anunciar o Evangelho (Dominicanos), educar os pobres (Escolápios e Salesianos), acolher leprosos e aidéticos (Missionárias da Caridade)… Apenas alguns – entre tantos! – exemplos desse “copo d’água” que podemos oferecer por amor a Deus.
A sede do homem está aí: as crianças da favela, os idosos do asilo, presidiários, analfabetos, os doentes terminais, os migrantes sem pátria… Posso ficar neutro, indiferente, cruzar a rua para a calçada oposta.
Mas posso sentir, ressentir, consentir… E estender a mão que ergue o copo. O copo e o coração…

Orai sem cessar: “Se teu inimigo tem sede, dá-lhe de beber!” (Pr 25,21)

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