O FERMENTO DOS FARISEUS… (Mc 8,14-21) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

FARISEUS

Durante a travessia do lago, Jesus dá um inesperado alerta aos discípulos: “Cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes!” Isto equivale a dizer: “Mantenham distância! Cuidado com o seu poder de corrupção! Não se exponham!”
Na Bíblia (com uma única exceção, creio eu: Lc 13,21), a imagem do fermento é símbolo do mal e da impureza espiritual. Tanto que, na véspera da Páscoa, as famílias judaicas deviam pesquisar toda a casa à procura de fermento velho a ser descartado (cf. Ex 12,15.19). A hipocrisia dos fariseus “azedava a massa”, o povo de Israel que Jesus via como “ovelhas sem pastor”.
Eis o interessante comentário da Bíblia de Navarra: “Aqui, a palavra ‘fermento’ é utilizada no sentido de ‘má disposição’. Com efeito, na elaboração do pão, como é sabido, o fermento é que faz levedar a massa. A hipocrisia farisaica e a vida dissoluta de Herodes, que só se movia por ambições pessoais, eram o ‘fermento’ que contagiava a partir de dentro a ‘massa’ de Israel, para acabar por corrompê-la. Jesus quer prevenir seus discípulos contra esses perigos, e fazê-los compreender que, para receber sua doutrina, se necessita de um coração puro e simples”.
Hoje também há numerosos “fermentos” por aí afora, azedando a vida da Igreja. Penso em teólogos já sem fé que propõem interpretações da Bíblia de cunho racionalista, baseados apenas em palpites pessoais ou na ideologia de seu grupo acadêmico.
Penso em moralistas que, com a intenção de “modernizar” a Igreja, assumem posições subjetivas, pragmáticas, mas que ferem frontalmente a tradição apostólica e a herança judaico-cristã.
Penso em pregadores que usam (e abusam!) de seu púlpito para incitar o povo contra os ricos e semear o ódio entre as classes, usando a religião para levantar muros de separação entre as pessoas.
O Apóstolo Paulo não precisou fazer muito esforço para adivinhar esta situação: “O Espírito diz expressamente que, nos tempos vindouros, alguns hão de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos embusteiros e a doutrinas diabólicas, de hipócritas e impostores […].” (1Tm 4,1-2.) E alerta aos Gálatas com a mesma força: “Ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema!” (Gl 1,8.)
Ao ler livros e ver filmes que caluniam a Igreja, ao ouvir pregadores heréticos, nós nos expomos ao “fermento” do mal. Teremos a imprudência de correr o risco da intoxicação por esses fermentos?

Orai sem cessar: “Detesto os corações divididos e amo a tua lei, Senhor!” (Sl 119,113)

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