E FOI PARA A MARGEM OPOSTA… (Mc 8,11-13) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

FARISEUS  Jesus é surpreendente: aproxima-se do leproso e afasta-se dos fariseus. Toca os “impuros” e evita o contato com os intérpretes da Lei de Moisés. Abraça aqueles que o pecado marcou e repele os que se julgam santos… Chocante esse Jesus!!! Não parece nem um pouco interessado em fazer média com as lideranças religosas e obter apoio para “seu projeto de evangelização”…
Esses fiéis de primeira classe (assim pensavam…), os fariseus, cujo nome indica que eles se “separavam” intencionalmente do povo inculto para não sujarem suas mãos limpinhas com as grosserias e vulgaridades do povão, passaram todo o Evangelho a espalhar arapucas no caminho de Jesus.
Desta vez, voltam a pedir a Jesus um “sinal” do céu que avalizasse a pregação do Rabi da Galileia. Como sempre, Jesus se recusa a dar “show”. Além do mais, ele acabava de multiplicar pães e peixes para alimentar uma grande multidão (Mc 8,19). De que sinais ainda precisavam? Por tudo isso, Jesus faz questão de ir para bem longe deles: a outra margem do Lago de Genesaré. É um gesto claro de quem não quer alianças nem compromissos, mas pretende prosseguir livre em seu caminho.
“Ir para a margem oposta”… Esta frase faz pensar… Sugere que Jesus não admite meias-medidas, não aceita um “caminho intermediário”, indefinido. Em linguagem brasileira, ele não quer saber de “jeitinhos”. De fato, é o mesmo Jesus quem adverte: “Eu não vim trazer a paz, mas a espada.” (Cf. Mt 10,34.) Como símbolo daquilo que “separa” e faz justiça, a “espada” mostra que a Boa Nova de Jesus exige uma tomada de posição clara e definida. Ou estamos a favor de Cristo, ou estamos contra ele. “Quem não está comigo, está contra mim. Quem não ajunta comigo, espalha!” (Mt 12,30.)
Tenho ouvidos muitas críticas contra aqueles que assumem posições extremas a favor de Jesus, da Igreja, da lei de Deus. Críticas contra o estilo pobre da Toca de Assis, contra as camisetas da Canção Nova que fazem propaganda da castidade, contra o carisma da minha Comunidade: “obediência amorosa e incondicional à Igreja”. No fundo dessas críticas, o medo de assumir frontalmente uma posição católica, alinhada com o Evangelho, com o Papa, com a doutrina da Igreja.
E nós? De que lado estamos? Será que Jesus vai precisar novamente passar para a margem oposta?

Orai sem cessar: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que vás!” (Mt 8,19)

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