E FICARAM SACIADOS… (Mc 6,34-44) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

ANDERSON 3Ah! A fome do mundo! Ah! A sede do coração humano! Não há pão que chegue… Onde acharemos tanta água?
A narrativa deste Evangelho descortina o cenário de uma multidão faminta. E um pequeno grupo de dirigentes disposto a despedir os famintos em pleno deserto, como se não tivessem responsabilidade pela fome do povo.
Para seu espanto e surpresa, ouve-se a voz do Mestre: “Dai-lhes vós mesmos de comer!” O primeiro passo foi realizar um levantamento dos “recursos humanos”: que é que temos no freezer?
Pobre humanidade que pensa autossustentar-se! Que conta apenas com seus próprios recursos… E certamente há de sofrer em reparti-los… Parece ignorar que tem a seu lado o Senhor da matéria. Parece ignorar que Ele é o “Pão de Vida”.
Pior ainda é desconhecer a fonte de alegria que brota do pão repartido, da oportunidade de alimentar o faminto. Maldito o pão que se parte e não se reparte!
Ensina o Papa Francisco em sua Carta apostólica “Evangelii Gaudium” [A Alegria do Evangelho]:
“O bem tende sempre a comunicar-se. Toda a experiência autêntica de verdade e de beleza procura, por si mesma, a sua expansão; e qualquer pessoa que viva uma libertação profunda adquire maior sensibilidade face às necessidades dos outros. E, uma vez comunicado, o bem radica-se e desenvolve-se. Por isso, quem deseja viver com dignidade e em plenitude, não tem outro caminho senão reconhecer o outro e buscar o seu bem. Assim, não nos deveriam surpreender frases de São Paulo como estas: ‘O amor de Cristo nos absorve completamente’ (2Cor 5,14); ‘Ai de mim, se eu não evangelizar!’ (1Cor 9,16).” [EG, 9]
Francisco vai além: “A proposta é viver a um nível superior, mas não com menor intensidade: Na doação, a vida se fortalece; e se enfraquece no comodismo e no isolamento. De fato, os que mais desfrutam da vida são os que deixam a segurança da margem e se apaixonam pela missão de comunicar a vida aos demais.” (EG, 10)
Nós somos privilegiados. Recebemos de graça o Pão da Palavra e o Pão da Eucaristia. Se não os repartimos, eles se perdem. E a fome aumenta…

Orai sem cessar: “Saciarei de pão os seus pobres…” (Sl 132,15)

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