HOJE ESTARÁS COMIGO… (Lc 23,35-43) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

Jesucristo_e_o_bom_ladrao1Deus é o Senhor do tempo. Para Ele, mil anos são como um dia (cf. Sl 90,4). Sendo um Deus eterno, tudo acontece para Ele em um eterno HOJE. Assim, nossa relação com o Senhor é sempre no presente. O passado já nos escapou. O futuro, nem sabemos se virá. A cada instante, vivemos para Deus em seu HOJE.
Foi assim com o ladrão, no Calvário, ao lado de Jesus. É verdade que nos acostumamos a chamá-lo de “bom ladrão”, talvez por oculto preconceito contra os demais ladrões. De fato, não havia muito coisa boa em um homem que passara a vida no crime. O infeliz não acumulara virtudes que pudesse apresentar a Jesus, na hora extrema, como uma espécie de fatura a ser cobrada. Em resumo, ele apenas devia… Uma conta impagável…
Bastou, no entanto, uma simples petição: “Jesus, lembra-te de mim quando vieres como rei!” De imediato, ouviu a resposta: “Ainda HOJE estarás comigo no Paraíso”. Sei que os honestos protestam: “Não é justo! Afinal, de que me valeu praticar a virtude? De que me adiantaram tantos terços rezados em cima de grãos de milho? Que proveito me veio de ter fugido das farras e bebedeiras, se esse bandido chega ao fim e recebe o perdão?” Uma reação típica do filho mais velho da parábola, incapaz de se alegrar com a acolhida amorosa que o Pai acabava de dar ao irmão caçula… E a terrível ilusão de que o céu seria algo “merecido” e, enfim, concedido por um Deus obrigado a pagar nossos investimentos. Como se o céu – isto é, a salvação – não fosse pura graça, puro dom!
De passagem, uma observação para aqueles que ainda creem em reencarnações, como necessário regresso ao mundo para pagar pecados e crimes de vidas anteriores, até chegar à purificação produzida pelos sofrimentos. Se existiu alguém, neste mundo, que de fato precisaria voltar e “pagar”, era aquele miserável ladrão. No entanto, diante de sua humilde súplica, toda a “conta” foi zerada. Naquele mesmo HOJE, estaria no Paraíso com Jesus. Como fica, afinal, a crença na reencarnação?
Não se merece a salvação. Não acumulamos créditos a serem cobrados do Senhor. “É por graça que fostes salvos” – diz o Apóstolo (cf. Ef 2,5).
Orai sem cessar: “Junto ao Senhor se acha a misericórdia!” (Sl 130,7)
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