CAINDO CASA SOBRE CASA… (Lc 11,15-26) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

DIVISÃOEsta ruína geral – ou melhor, esta catástrofe! – é uma consequência da divisão. Quando os adversários acusam Jesus de usar o poder do demônio para expulsar os demônios, o Mestre argumenta que essa interpretação é absurda, pois uma casa dividida não permanece de pé. Até os demônios precisam trabalhar juntos!
Temos aqui um princípio muito apropriado para avaliar a derrocada geral das famílias neste início de milênio. Por que tantos esposos se separam, renegam os juramentos de amor (pronunciados na presença de Deus e da Igreja!) e acabam por rasgar também o coração dos filhos? Porque se deixaram dividir…
No tempo do namoro e do noivado, estavam unidos. Tinham objetivos comuns. Os mesmos interesses. Tudo faziam juntos. Algum tempo depois do casamento, iniciaram trajetórias divergentes. O tempo já não era suficiente para o trabalho e a família. Para ganhar o pão e – quem diria? – comê-lo lado a lado… A educação dos filhos (o que só se consegue em unidade) acabou como motivo de discórdia: ele queria apertar, ela queria afrouxar…
O grande inimigo do matrimônio é o individualismo: meu modo de pensar, meu modo de sentir, meu modo de agir… Meu trabalho, meu dinheiro, meus programas… Ora, o lar é o espaço do nosso: filhos e amigos, trabalhos e cansaços, saúde e doença – tudo é nosso! E tudo se torna ponte de aproximação entre marido e mulher que se amam. Até as crises e dificuldades!
Na prática, a realidade é mofina. Fica difícil até mesmo repartir a TV! Cada um finca pé para ver o programa que lhe agrada. A alternativa burguesa – um televisor em cada cômodo – acaba por separar ainda mais os familiares. Os amigos dele são dele. As amigas dela são dela. Os filhos percebem esse abismo e se sentem perdidos no deserto do lar.
A saída? Ela existe, sim. Consiste em morrer para si mesmo. Viver para o outro. Dedicar-se ao exercício do amor verdadeiro, que se traduz no esforço para que o outro seja feliz. Aí, sim, bem soldadas as pedras do edifício, rejuntadas pela argamassa do amor, a casa fica de pé.
E, de quebra, são expulsos para o caos todos os demônios do ódio e da separação, pois os demônios detestam cada gesto de amor…
Orai sem cessar: “Se o Senhor não guarda a cidade, em vão vigia a sentinela!” (Sl 127,1)
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