QUEM CRÊ EM MIM JAMAIS TERÁ SEDE… (Jo 6,30-35) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

5093695eucaristiaJesus está diante de um grupo de ouvintes incrédulos. Na verdade, judeus muito “mal acostumados” por uma longa história de intervenções divinas em favor do Povo Escolhido: a travessia do Mar Vermelho, 40 anos de maná caindo do céu, muralhas de Jericó derrubadas a golpes de… trombetas!
É este povo mimado que pede sinais. Exige milagres. “Que milagre então fazes Tu, para nós vermos e acreditarmos em Ti?” E chegam ao extremo de dar um exemplo, a título de comparação: “Nossos pais comeram o maná, conforme está escrito: Deu-lhes a comer um pão que veio do Céu”.
Jesus se recusa a fazer o jogo deles. E se apresenta como o verdadeiro Pão, o alimento substancial, este, sim, enviado pelo Pai. E fecha seu discurso com uma promessa que deveria fazer nosso coração pulsar mais forte: “Quem vem a mim nunca terá fome. Quem crê em mim jamais terá sede!” (Jo 6,35.) Na verdade, é tão profundo o poço do coração humano, que só Deus o pode preencher…
Em nossos dias, o rádio e a TV anunciam “milagres” todos os dias: curas físicas e expulsão de demônios. A maior ou menor cota de “milagres” é anunciada como critério de valorização das seitas e Igrejas. Muitos fiéis fazem de sua relação com Deus uma permanente peregrinação em busca de milagres e sinais.
Mas Jesus Cristo se negou categoricamente a “negociar” desta maneira. Disse que só daria um sinal àquela geração: o “sinal do profeta Jonas”. Assim como Jonas ficara três dias no ventre do peixe e voltara à vida, assim Jesus anuncia que, após três dias no ventre da terra (o sepulcro), voltaria à luz do sol. Assim, a Ressurreição de Cristo é o verdadeiro sinal de sua divindade.
Na Itália, há poucos anos, uma jovem chamada Chiara Luce, ligada ao Movimento dos Focolares, foi tomada por um câncer incurável. Antes de morrer aos 18 anos, sofrendo com os efeitos de uma terapia agressiva, ela foi sempre alegre, feliz e bondosa. E declarou que não pretendia “usar Deus” em seu proveito próprio. Rezava pelos outros, oferecia-se pelos sofrimentos do mundo. E Jesus saciava sua sede de amor. Ela não pedia sinais… Chiara preferiu ser um sinal!
Minha “religião” manifesta praticamente minha sede de Deus? Minha vida é dedicada ao projeto de salvação que Jesus nos oferece? Ou apenas tento usar Deus para “quebrar meus galhos”?
Orai sem cessar: “Pai, não se faça a minha vontade, mas a tua!” (Lc 22,42.)
Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s