ESSE SERÁ GRANDE! (Mt 5,17-19) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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A humanidade sempre tem sonhos de grandeza. As mães dizem aos filhos: “Seja um grande homem!” Os livros de História falam em grandes heróis, grandes generais, grandes navegadores. Os poderosos pretendem imortalizar-se por suas grandes obras: pirâmides, jardins suspensos, muralhas quilométricas, estradas transmazônicas, estátuas monumentais, arenas olímpicas, torres que chegam ao céu.
Passa o tempo e nivela o terreno. Chuvas e ventos, terremotos e tempestades, inundações e ataques terroristas: e a grandeza humana é transformada em lama e pó. Não é à toa que grandes navegadores morreram na miséria. Grandes generais se suicidaram. Grandes pensadores acabaram recolhidos em hospícios. Uma imagem forte para a loucura de nossas grandezas…
Deus vê as coisas de modo bem diferente. Ele – o único que é grande! – sabe que somos pequenos. Sabe que somos uns vermezinhos. E Deus nos ama em nossa extrema pequenez. No entanto, o Senhor nos abre um caminho para o crescimento: a participação em sua obra de salvação.
No Evangelho de hoje, Jesus afirma que será grande aquele que cumprir a Lei de Deus e a levar ao conhecimento dos outros. É assim que um ex-cobrador de impostos se torna um grande evangelista. Um velho pescador vem a ser um grande Papa. Um ex-guerrilheiro é promovido a grande mártir.
Claro, nada que o mundo pagão entenda como grandeza. Nada de glórias humanas. Nada de fama, riqueza ou poder, pois o Reino inverte (subverte?) todos os valores humanos. Nele, mendigos como Francisco de Assis atraem multidões. Mulheres frágeis como Teresa de Calcutá acabam recebendo o Prêmio Nobel. Uma mocinha da roça, como Maria de Nazaré, é escolhida para ser a Mãe de Deus…
Quando alguém chega a compreender a tábua de valores do Espírito, não consegue mais viver a vida velha. É quando o capitão Iñigo de Loyola troca a espada pelo Evangelho. Francisco troca a fortuna do pai pela pobreza dos mendigos. Clara corta os cabelos que atraíam os olhares.
Centrados em um Amor que o mundo não pode dar, eles tornaram-se grandes santos. Por sua santidade, os grandes parecem pequenos! Alfabetizam crianças catarrentas, dão catecismo na favela, trocam o curativo dos leprosos. Cumprem ordens, ganham mal, morrem pobres. E quando chegam ao céu, o próprio Rei lhes vem lavar os pés…

Orai sem cessar: “O Senhor ergue o fraco da poeira!” (Sl 113,7)

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