PASSOU A NOITE A ORAR… (Lc 6,12-19) – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

jesusorando3Jesus Cristo ão era um homem “comum”. Homem verdadeiro, sim, mas também verdadeiro Deus. Por isso mesmo, somos inclinados a imaginar que, para ele, as coisas fossem mais fáceis do que são para nós.
Em sua natureza divina, Jesus de Nazaré teria – imaginamos nós – uma visão completa da situação, perceberia logo a saída para os impasses e teria resposta pronta para todos os problemas. Ledo engano. Ao se encarnar, o Filho de Deus abrira mão, voluntariamente, de suas prerrogativas divinas: humano como nós, deverá “crescer” como todo filho do homem. Crescer no físico, no psíquico, no espiritual.
Por isso mesmo, não admira que, na iminência de escolher o primeiro grupo de seus apóstolos, tenha passado em vigília toda uma noite de oração, buscando aquelas luzes interiores necessárias a toda escolha. Ao recorrer ao Pai, em busca de luz e entendimento, Jesus manifesta sua total dependência em relação Àquele que o enviara a este mundo.
Sim, a oração é sinal de “dependência”. Quem reconhece seus limites de criatura, acode ao Criador. O filho obediente não age sem antes obter a aprovação do pai. E Jesus Cristo é esse Filho submisso, obediente aos desígnios do Pai.
Aliás, aqui mesmo está o nosso grande problema. Nós vivemos cheios de impulsos personalistas, preferências próprias, gostos pessoais. Pior ainda, ousamos chamar tudo isso de “inspiração”. Tomamos decisões que determinarão todo o nosso futuro (casar? / ter filhos? / assumir uma profissão? / mudar de emprego?) sem um tempo suficiente de oração, discernimento e orientação.
Bem, é que nós nos sentimos muito seguros, não é? Nós nos bastamos. Confiamos em nosso taco… Assim sendo, não precisamos rezar, não é? E lá vamos nós por caminhos tortuosos, dando trombadas e atropelando pessoas, fundamentados apenas em nosso infalível instinto de… pecadores…
O exemplo de Jesus deve animar-nos a corrigir diariamente a nossa rota. Abrir mão de nossa autossuficiência. Reconhecer nossa extrema dependência. Orientar de novo nossa vida para Deus e buscar as luzes do Espírito Santo. Este Espírito de sabedoria é quem pode ensinar-nos todas as coisas, mostrar-nos toda a verdade (cf. Jo 16,13).
Quanto tempo de nosso dia temos dedicado à oração?

 

Orai sem cessar: “O Senhor preservará teu pé de toda cilada.” (Pr 3,26)

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