PARA REZAR MELHOR O PAI-NOSSO… – Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança

deus-pai-501 Pai! (Mt 6,7-15)
Uma vez, recebemos a visita de um amigo que trazia consigo um jovem judeu que se preparava para ser rabino. Em dado momento, eu lhe disse: “Nós, os cristãos, chamamos Deus de “Abbá”. Imediatamente, o jovem judeu enrubesceu de pudor. E exclamou: – “É… Vocês são ousados!” E ele tinha toda a razão. Esta é a nossa ousadia de filhos de Deus: dirigir-se ao Deus Altíssimo, ao Senhor dos Exércitos, com um vocativo aramaico que somente uma criancinha de colo, íntima e confiante, ousaria empregar para seu “paizinho querido”.
Mas não erramos ao tratar o Senhor com tanta intimidade. Foi o próprio Jesus, o Filho, quem nos ensinou a falar a Deus como uma criancinha de peito, sem recorrer a torneios de retórica e fórmulas de polidez. “Quando orardes, dizei assim: ‘Pai nosso…’” O exegeta alemão Joachim Jeremias escreveu um livro sobre os traços centrais do Novo Testamento, aquilo que o faz típico em relação ao Antigo Testamento. E a principal “novidade” dos tempos da Nova Aliança está bem aqui: a descoberta – revelada por Jesus – de que Deus é Pai.
Eis um trecho de meu livro “Assim na Terra como no Céu”, onde faço uma catequese sobre o Pai-Nosso: “Todo cristão é portador de um segredo. Deus é Pai. Meu Pai. Imagine-se na pele de um catecúmeno dos primeiros tempos, na aurora da Igreja. Durante seu Catecumenato, sendo preparado para o batismo sacramental, só lhe permitiram que participasse da primeira parte da liturgia eucarística: a ‘missa dos catecúmenos’. Antes da 2ª parte – a ‘missa dos fiéis’, leia-se ‘dos batizados’ – foram convidados a se retirar do local da celebração, as portas devidamente aferrolhadas. Lá dentro, a salvo dos olhos do mundo, os cristãos celebravam o ‘mistério’. Pois imagine-se, agora, no dia do Batismo… Pela primeira, você participa da missa inteira. Num dado momento, toda a Assembleia (inclusive você) chama a Deus de Pai. Pai nosso… Imagine sua emoção ao descobrir essa intimidade possível… Ao descobrir que Deus – o nosso – nos permite (e quer!) esse tratamento de filhos a um Pai-Amor…”
Incoerentes são os teóricos de nosso tempo, que pretendem que os homens sejam fraternos, as nações vivam em paz, a tolerância amenize as diferenças culturais e, ao mesmo tempo, negam a existência de Deus. Ora, se Deus não existe nem é nosso Pai, nunca seremos irmãos, mas lobo contra lobo!
Estamos vivendo como filhos?

Orai sem cessar: “Ó Pai, eu sou teu filho!”

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