TRISTE É VIVER NA SOLIDÃO DE QUEM NÃO SE SABE AMADO POR DEUS – Texto de Anderson Dideco.

batismoFui, ontem, providencialmente participar da Santa Missa lá na capela de São Francisco, na Estrada da Saudade, por conta de uma amiga que vai receber o Sacramento da Crisma na próxima quinta-feira, dia 10/11, e tinha ali um encontro de formação neste Domingo de Todos os Santos.

Digo “providencial” porque tive a oportunidade de presenciar a Celebração do Batismo de um jovem, um adolescente candidato à mesma Crisma de quinta-feira, que assim se predispunha ao mesmo recebendo o necessário Sacramento da iniciação cristã − e que, por motivo que desconheço, não recebera quando criança.

A liturgia própria deste tipo de Celebração é de uma riqueza e beleza tão envolventes que não tem como não nos emocionarmos. Serviu para acalentar meu coração de dupla maneira.

Primeiro, porque lera no dia anterior (no sábado, portanto) uma crônica, digamos que bem intencionada, da atriz Fernanda Torres  − que também mostra talentos literários em páginas (semanais?) da revista Veja Rio. No texto, ela comentava seu relacionamento − no meu entender, equivocado − com a fé católica. Entre outras opiniões questionáveis, ela afirma que o ritual da Igreja Católica não lhe agrada porque é “triste”.

Triste fico eu com essas coisas. Não que o talento artístico de quem quer que seja lhes dê a prerrogativa de serem, necessariamente, inteligentes. Uma coisa pode, sem dúvida (e com muitos exemplos passíveis de citação), excluir a outra. Mas é triste constatar a desinformação (e, em alguns casos, a má vontade) de pessoas que ditam a opinião pública com relação à fé cristã, de um modo geral, e com o catolicismo, em particular.

Foi o que pude perceber na opinião expressa pela atriz e colunista Fernanda. E devo dizer que lhe reconheço o pleno direito (democrático) de expressá-la. Mas me entristece. Sobretudo porque não é verdade. Ainda ontem lembrava uma canção do Caetano, e agora me ocorre de novo, em que ele diz: “Narciso acha feio o que não é espelho”. Talvez isso explique o bastante, e não precise me estender demasiado.

Quero apenas encerrar essa parte dizendo que a celebração do Batismo daquele rapaz, com sua beleza e alegria, esquentou meu coração justamente porque era a resposta (concreta, objetiva) de Deus àquela visão (abstrata, subjetiva) da triste Fernanda. Sim, porque “triste é viver na solidão”, diz outra canção, esta do Tom; na solidão − completo eu − de não se ter intimidade com Deus o suficiente para descobrir-lhes as insondáveis belezas e inefáveis alegrias. O sorriso do neo-católico, recém-batizado diante dos meus olhos, serve de emblema das razões de minha fé.

O segundo motivo de minha gratidão pela ‘festa’ presenciada era de ordem mais íntima. Ainda naquela manhã de Domingo, em momento de oração, pedira a Deus (baseado nas meditações suscitadas pela primeira leitura, Ap 7, 2-4.9-14, em especial o v.14 e sua nota na Bíblia de Jerusalém) que me fosse concedido ‘receber os efeitos eficazes da morte de Jesus’, simbolizada pelo sangue do Cordeiro, em que se lavaram e alvejaram as vestes dos que vieram da grande Tribulação.

Mesmo sem entrar em explicações teológicas complicadas sobre a simbologia do livro do Apocalipse, devo dizer que recebi aquele Batismo alheio como um reavivamento do meu próprio Batismo − e pude assim experimentar (fisicamente, até) que Deus, em Sua bondade, estava atendendo aquela minha súplica da manhã. Prerrogativa (esta sim, inegável) de quem é  MUITO amado.

Era o que nos dizia, inclusive, São João, na segunda leitura, que transcrevo na íntegra, tal a sua profundidade: “Vede que manifestação de amor nos deu o Pai: sermos chamados filhos de Deus. E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não o conheceu. Amados, desde já somos filhos de Deus, mas o que nós  seremos ainda não se manifestou. Sabemos que por ocasião desta manifestação seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. Todo o que nele tem esta esperança, purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.” (1Jo 3, 1-3)   

Aí está. É o Batismo que nos confere tal filiação. E só mesmo quem não  conhece a Deus, quem não se abriu totalmente ao seu infinito Amor, pode considerar que esta é uma condição triste.   

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2 pensamentos sobre “TRISTE É VIVER NA SOLIDÃO DE QUEM NÃO SE SABE AMADO POR DEUS – Texto de Anderson Dideco.

  1. Realmente é triste. Triste para quem não conhece a alegria de ser cristão! quando somos batizados somos inseridos no corpo de Cristo e isso não é só alegria? Vou orar mais para que outros, mesmo essa talentosa atriz conheça a verdadeira alegria: ser de Cristo!!!

  2. oi irmão vc é 10 isso mesmo relata a nossa efetiva FILIAÇÃO DE DEUS COMO PAI. ABRAÇOS. ESSA PASSAGEM NÓS CONHECEMOS MUITO BEM! RSRSRS

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